Dependentes Químicos: a importância da família no combate às drogas

Você conhece a importância da família no combate às drogas? Se sua família tem um membro que sofre com dependência química, precisa saber que todos podem se unir para ajudá-lo.

De acordo com uma pesquisa da Fiocruz, a dependência química pode ser muito mais comum e estar muito mais próxima do que se imagina. Segundo um estudo da fundação, pelo menos 46 milhões de brasileiros revelaram que consomem bebida alcoólica todos os meses, com 2,3 milhões deles apresentando os critérios para serem caracterizados como dependentes químicos.

Em um cenário desses, é mais evidente a importância da família no combate às drogas, tanto na prevenção, quanto no tratamento e na recuperação.

Quer saber como isso pode acontecer? Veja abaixo!

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Qual a importância da família no combate às drogas?

Existem várias formas que sentimos a importância da família no combate às drogas. Na verdade, os familiares costumam ser o maior elo que ajuda a evitar o desenvolvimento da dependência química.

Isso porque eles atuam nas 3 etapas mais importantes para o combate à dependência: a prevenção, o tratamento e a recuperação. Veja mais sobre cada um a seguir!

Prevenção

É muito difícil dizer com exatidão o que leva as pessoas a se tornarem dependentes químicos. Se houvesse uma resposta exata para isso, seria mais fácil agir para prevenir o problema.

O que se sabe é como as substâncias químicas funcionam. Basicamente, elas atuam para “hackear” (na falta de uma palavra melhor) o sistema de recompensas do nosso cérebro.

Todo humano tem um sistema no cérebro que nos move instintivamente em busca de doses de recompensas de dopamina. As drogas causam a libertação dessas doses de dopamina em quantidades enormes, o que faz com que o cérebro fique cada vez mais resistente a isso.

Portanto, a pessoa precisa de mais e mais doses para liberar mais e mais dopamina, causando o vício.

Explicar o funcionamento, no entanto, é diferente de explicar o que leva a pessoa a entrar nessa situação. Por isso, é importante ter o apoio da família para se prevenir.

Normalmente, pessoas com famílias estruturadas, sem problemas domésticos de grande nível, costumam ter menos chance de se tornar dependentes. Afinal, traumas familiares ou ambientes conturbados podem ser um caminho em direção às drogas.

Além disso, o acompanhamento dos pais também pode ser uma boa maneira de evitar que adolescentes e jovens, que são mais suscetíveis a pressão do ambiente, consumam drogas em primeiro lugar.

No tratamento

A família é muito importante no tratamento contra a dependência química pois pode agir de muitas formas para auxiliar o paciente a receber o melhor tratamento possível.

No pior cenário, a família tem o direito de solicitar a internação compulsória mesmo sem autorização médica, de acordo com a lei 13.840/19. Nesse contexto, os familiares podem pedir que uma unidade médica geral interne o paciente por 90 dias até ele passar pela desintoxicação.

Antes disso, no entanto, a família pode realizar intervenções e outras ações de modo a tentar um tratamento menos drástico e mais amigável, que reduza as chances de recaída.

Uma das formas que a família pode ajudar é pelo investimento financeiro. Uma clínica para dependentes químicos de qualidade pode ser cara, o que dificulta para que o próprio dependente consiga o seu tratamento, já que eles não costumam guardar dinheiro.

No pós-tratamento

A importância da família no combate às drogas não acaba na prevenção e no tratamento, mas também no período que vem depois.

Muita gente acha que o tratamento de dependentes químicos consiste na desintoxicação e pronto. No entanto, não é assim que as coisas funcionam. Mesmo depois do corpo desintoxicado, a pessoa ainda tem dificuldades para controlar as necessidades do vício na substância e pode ter um alto nível de reincidência se deixada sozinha.

É necessário estabelecer toda uma rotina que envolva a ressocialização da pessoa em ambientes saudáveis, o apoio com pessoas que batalham contra a dependência há tempos, a prática de uma rotina saudável fisicamente (com exercícios e alimentação) e também o apoio de uma terapia. Em alguns casos, pode ser até mesmo necessário o uso de remédios que suprimem a necessidade da substância que causa a dependência.

Tudo isso é muito difícil de manter, até mesmo para quem não é dependente. Pense bem: quando foi a última vez que você teve uma rotina com socialização, terapia, alimentação saudável e exercícios físicos? Isso sem falar na necessidade de uma fonte de renda, já que o dependente também precisa arranjar um trabalho para se reintegrar economicamente à sociedade.

Se para as pessoas que não são dependentes isso é difícil, para os dependentes é ainda mais. Por isso que o apoio da família é vital nesse momento, de modo a conferir as melhores condições para superar a doença.

E aí, aprendeu a importância da família no combate às drogas? Então compartilhe este artigo nas suas redes sociais. Nunca se sabe quem pode precisar ler essas informações!

 

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